Trechos de Redimida, Primeiro Capítulo


Trechos de Redimida, livro 2 da série Desolada - Por Agatha De Assis, capítulo primeiro - Memórias de Inocências Roubadas.
Mesmo com toda devastação ocorrida após a Guerra, o povo se reerguia lentamente, principalmente os pobres, pelos quais tiveram que trabalhar muito para recuperar pelo menos o básico para a sobrevivência; e na esperança de seguir adiante depois de tantas dores e aflições por causa das incontáveis perdas a qual atingiu todo o mundo. Cada um, agindo conforme o regime ainda em construção e desenvolvimento para uma nova política, onde tudo indicava uma democracia sutil. Para Paola não foi muito diferente. Embora ela tenha conseguido se casar com seu amado noivo Miguel Swart, que ofertava a ela um pouco mais de tranquilidade quanto à vida financeira. Já que a família Galeone havia perdido toda a sua fortuna antes mesmo da Guerra se concretizar.
[...] O tratado de Versalhes estava posto a ser debatido e dado como encerrado a Guerra; mas, somente os poderosos tinham acesso a estas informações. Houve rumores entre os soldados, mas nenhum, naquelas circunstâncias, sofrendo dolorosamente de diversas enfermidades físicas e mentais, conseguiam ver no fim do túnel sequer um fiapo de luz que lhes dariam esperança.
[...] Paola optou por um casamento humilde, com poucos convidados, e isso deixou a pequena elite que a cercava um pouco indignada; uma vez que bailes e festas caríssimas eram feitas para o deleites dos mesmos. Muitos não se importavam com a devastação que a guerra deixou, esses só pensavam em se vincular a política a fim de aumentar seus ganhos financeiros e status sociais; e a festa era um meio muito comum e conveniente de se apresentarem e conhecerem uns aos outros pessoalmente e tratar de negócios também. Ou seja, era uma oportunidade imperdível que Paola abriu mão junto a seu esposo de bajular uma sociedade hipócrita, que não ligava para nada a não ser o seu próprio umbigo.
[...] Seu coração andava amargurado e oprimido; as cenas de desastres, fomes, desgraças que a guerra trouxera, não saiam de sua memória; mesmo estando com seu esposo, mesmo tendo recuperado seu amor da devassidão e assolação da guerra, Paola, sentia que algo dentro dela mudara e muito. Seu coração, antes muito sincero e empático; agora parecia uma pedra tão dura quanto um diamante bruto. Mesmo assim, isso não fez de Paola uma mulher de coração ruim; ela ainda era boa, o que estava acontecendo dentro dela era a ausência da fé que sentira pela vida. Ao perder sua doce inocência, ela, sem que percebesse, deixou sua essência se perder junto a sua visão bela que ela possuía sobre a vida. Nada mais fazia sentido para ela, era como se a vida fosse um buraco profundo e vazio, cheio de ecos, sem sentidos, fragrâncias ou cores; era só a escuridão.
(Os parágrafos estão desconexos para não revelar a história, mas já liberei algo para aguçar a curiosidade dos meus leitores.
O livro 2 narra a história da avó de Dakota, Paola, nos anos 20 pós- guerra na França, lembrando que eu sempre trago dentro da narrativa lembranças de Paola na Primeira Guerra Mundial...
Só para lembrar... Isso é só o começo.:O)

Espero que gostem...
Ps.: Texto ainda sem revisões e capa modelo provisória.

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