Pseudologia Fantástica - Mentira Patológica

(Artigo de 21 de agosto de 2012)




Mais conhecida como mitomania ou mentira patológica, são termos usados por psiquiatras para definir o comportamento habitual do mentiroso compulsivo. 
A mitomania ou pseudologia fantástica é uma tendência patológica relacionada ao hábito de mentir. O mitômano, diferente do mentiroso, cria suas histórias verossímeis e muito bem construídas, a fim de suprir alguma necessidade interior.


Vejamos o significado de patologia; na medicina, desvio em relação ao que é considerado normal do ponto de vista fisiológico e anatômico e que constitui ou caracteriza uma doença. No sentido figurado; desvio em relação ao que é considerado normal.


Ou seja, mentira patológica, algo fora do comum, de forma compulsiva ou excessiva.


A mitomania estuda os pacientes que sofrem deste distúrbio. Mas como assim? Agora o mentiroso também é doente? Não, meus caros leitores. Só a forma que eles encaram a mentira é que se torna uma doença. Por exemplo, existem mitômanos que por mais que tenham afetos e admirações dos outros, nunca se sentem satisfeitos, então tendem a mentir sobre fatos anormais ou muito tristes, para que as pessoas ao seu redor sintam pena deles e nunca sejam desviados de suas atenções sociais, eles têm em mente que devem ser o centro das atenções, pois não aceita rivalidades ou divisões de sentimentos. Sempre querem a atenção só para eles.

Justamente por não possuírem consciência plena, porém parcial do que se passam com eles, os mitômanos acabam por iludir os outros em histórias de fins trágicos, únicos e práticos, com o intuito de suprirem aquilo que faltam em suas vidas.

Esse comportamento foi descrito pela primeira vez na literatura médica em 1891, pelo psiquiatra alemão Anton Delbrueck. Mentira patológica pode ser definida como a falsificação totalmente desproporcional para qualquer finalidade em vista, que pode se manifestar ao longo de um período de anos ou durante toda a vida. É considerada uma doença grave, necessitando de ajuda psicológica.

Existem casos que ao serem expostos, a mitomania se torna vergonhosa. É como se alguém o despisse em praça pública e revelasse seu verdadeiro caráter ou personalidade (isso dependerá da definição de auto conhecimento próprio de cada indivíduo). O difícil disso tudo, é que isso é nocivo não só para quem sofre desse tipo de comportamento como também para os familiares ou pessoas próximas ao indivíduo, pois são vítimas consequentemente de mentiras desfavoráveis. Esses indivíduos raramente vão assumir suas mentiras, pois seus modos de vista das coisas são totalmente destorcidos. Eles acham que só podem alcançar aquilo que desejam com suas mentiras, achando assim que contando a verdade, os deixariam desvalorizados perante a sociedade.

Estes indivíduos têm tendência de personalidade totalmente alegre, amigo e compreensivo. Mostra de fato em suas fantasias o quanto sofreu para chegar até ali, ou para conseguir tal artefato. Contudo, por serem tão verdadeiros em acreditar em suas próprias mentiras, não percebemos nem ao modo de agirem, que estão mentindo, o que os tornam mais perigosos para a sociedade. Pois, a mitomania também pode estar vinculada a outro tipo de distúrbio, como a psicopatia, entre outros.
Existem relatos de que ao passar do tempo o mitômano, passa a não saber discernir mais o que de fato era real ou não.

Entretanto, segundo o psiquiatra holandês Delbruck Wiersma, deve haver alguma evidência de prejuízo na distinção entre ficção e realidade para se realizar um diagnóstico de pseudologia fantástica ou mitomania. Por outro lado, a pessoa que possui um hábito de mentir deve manter alguma capacidade de reconhecer suas trapaças ao se confrontar com as evidências.

Podemos concluir que os mitômanos têm grande consciência de suas mentiras, porém preferem acreditar nelas, e chegam até sofrer por elas, como uma espécie de catarse para convencer aqueles ao seu redor de que realmente trata-se de uma realidade, realidade fantástica em sua mente, a fim de ganhar algum tributo com isso. E dificilmente aceitarão a sua realidade diante das verdadeiras circunstâncias. É como o TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo; a pessoa tem consciência de que está agindo de uma forma anormal, mas dificilmente consegue largar o hábito.

Infelizmente poucos estudos têm se dedicado a questão, permanecendo a dificuldade para diagnosticar e ajudar esses mentirosos patológicos. 

Por Agatha de Assis


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♦ Filme para assistir em base com o artigo: Girl, Interrupted (Garota Interrompida)

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